IMATURIDADE SEXUAL

gravidez, opinião, sexualidade

Em pleno século XXI, o jovem apesar de estar muito bem informado sobre os riscos, prevenções e consequências de uma vida sexual ativa, se mostra ignorante quando o assunto é utilizar as informações a favor de si mesmo. O que o torna não preparado para se iniciar na vida sexual, e essa ignorância leva a consequências como gravidez indesejada e doenças.

Uma pesquisa feita em 2014 pela Unifesp com jovens a partir de 14 anos comprova que a imaturidade os levava a contrair doenças sexualmente transmissíveis, mais de um terço dos adolescentes entrevistados alegaram não usar preservativos durante o ato sexual, de acordo com a psicóloga Ilana Pinsky “os jovens pensam que o preservativo só serve para evitar a gravidez, eles ignoram completamente a existência de doenças”.

Métodos contraceptivos: camisinha, pílula, DIU e diafragma.

Métodos contraceptivos: camisinha, pílula, DIU e diafragma.

O Brasil está entre os 7 países com maior número de adolescentes grávidas no mundo, declarou o relatório do Fundo de População das Nações Unidas em 2014. Atualmente, 65% das mulheres que engravidam por ano tem menos de 20 anos de idade, e acordo com o levantamento feito pelo Hospital de São Paulo. E o que mais preocupa é que a maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras para assumir a maternidade, muitas optam por abortar. Porém quando decidem ter a criança, os rapazes raramente assumem o filho, pois não se sentem responsáveis pela gravidez.

Em 2010, um estudo realizado no serviço de Ginecologia da Infância e Adolescência mostrou que 20% de meninas com idades entre 14 e 19 anos apresentavam alguma DST. Isso ocorre porque cada vez mais os jovens evitam preservativos porque confiam em seus parceiros.

O doutor Dráuzio Varella explicou que em 2014 o principal motivo do aumento de casos de HIV no país, “o principal motivo é o comportamento sexual dos jovens. Eles acham que ninguém mais morre de Aids”.

Em 2002, a Folha Teen afirmou que quando a garota se inicia sexualmente entre 14 e 17 anos, logo engravidam e para piorar, até os 19 anos já terão dois filhos. No entanto, apenas 24,5% declararam desejar a gravidez. Segundo a mesma pesquisa 98% dos jovens conheciam a pílula e 99% conheciam a camisinha. O que reforça a afirmação que não falta informação, falta consciência.

Os adolescentes tem se tornado cada vez mais promíscuos, transam com desconhecidos, mas continuam dispensando preservativos. Após uma pesquisa feita pela Unesco em 2002 conclui-se que 46% dos jovens entrevistados já haviam transado com pessoas que acabaram de conhecer.

O que falta para o adolescente ter responsabilidade é o apoio dos pais, muitos não recebem nem orientação sobre sexualidade, muito menos incentivam os filhos a usar preservativos e não transar com desconhecidos. Isso gera uma carência de ligação entre pais e filhos em relação à orientação sexual.

Não é preciso espalhar cartazes com enunciados dizendo “usem camisinha”, é preciso ensinar o porquê de usar o preservativo. É preciso mostrar ao jovem os problemas que a imaturidade sexual causará na sua vida e deixar que ele decida o que é melhor para si.


Artigo de opinião feito pela aluna Larissa do 9ºC para a disciplina de Língua Portuguesa com a orientação da professora Anne Elen Pimenta.

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