BATIDA MUSICAL

Agenda, Entrevista, musica

Projeto Mais Educação traz oficina de percussão para os alunos da escola Darcy Ribeiro. Os estudantes se apresentaram nas escolas Silvio Martini, Coopec e no próprio Darcy Ribeiro. Professor Rafael, mais conhecido como Profetinha, é o responsável pelas oficinas e fala das apresentações que foram realizadas e sobre o objetivo da atividade musical. Confira a entrevista:

-Quais músicas foram tocadas nas apresentações ?

R: Apresentaremos os ritmos que estudamos neste 2° semestre, ritmos contemporâneos como Hip Hop , Funk e Samba.

-Onde foram realizadas as apresentações?

R:Teremos apresentações Na própria Escola e também na Coopec , escola Silvio Martini

-Qual a importâncias dessas apresentações?

R: Cada apresentação é uma meta, um alvo para atingirmos e o objetivo é mostrar aos alunos o resultado dos ensaios e da dedicação de cada um. Aproveitamos também para fazer uma analogia mostrando a eles que na vida se eles se dedicarem, trabalharem e terem Fé vão conquistar seus Sonhos.

-Todos os alunos se apresentaram?

R:Não, somente se apresentaram os alunos que estivem nos ensaios e tiveram um bom comportamento em todas as oficinas do Projeto.

-Como foi as escolhas das musicas ?

R: Na verdade, não há uma escolha das músicas. É a sequência dos ensaios que resulta nas apresentações. Assim que concluímos uma batida, iniciamos outra e assim por diante.

-Quais são os instrumentos que o projeto tem em disposição e como e a distribuição deles aos alunos?

R:Atualmente usamos somente instrumentos de percussão. Todos começam com o surdo de alumínio, alguns meninos maiores tocam o bumbo de madeira ( maior tamanho e peso ) e também usamos a caixa (caixinha) que requer mais agilidade. Periodicamente, existe um teste que é feito para aqueles que desejam tocar a caixinha.

Texto feito pelo aluno Pedro.

ALUNOS RECEBEM PALESTRA SOBRE SEXUALIDADE E DST

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Os alunos do projeto Mais Educação receberam a visita de profissionais do GADA – Grupo de Amparo ao Doente de Aids – que realizaram uma palestra sobre sexualidade. Durante a palestra os alunos aprenderam como as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)  podem ser transmitidas e quais são as principais formas de evitar o contágio.

A atividade foi realizada pela psicóloga Paula Obice e pela agente de saúde Taiz Diniz Zappia que, além de apresentarem diversas informações sobre as DSTs, também desenvolveram dinâmicas com perguntas e respostas e uma oficina sobre o uso correto do preservativo.

A aluna Anne de 13 anos disse que antes da palestra nunca soube ao certo o que significava a sigla DSTs e que nunca imaginou que “para o sexo oral também é preciso de cuidados especiais como o uso do preservativo”, ressaltou ela. Por outro lado, o aluno Riam de 12 anos disse que “gostou da palestra porque aprendeu como fazer para ter relações sexuais com segurança.” Ele também disse que achou engraçado saber que “para realizar sexo pelo ânus, além da camisinha, o recomendado é sempre usar um gel lubrificante à base de água”, comentou o estudante.

A palestra durou pouco mais de uma hora, mas durante o período foi possível derrubar importantes mitos como a ideia dos antigos grupos de riscos. A duas palestrantes aproveitaram a oportunidade para reforçar a ideia de que o HIV e outras doenças não são exclusividade de um único grupo social e podem ser encontrados em qualquer parte.

Cicatriz parecida com a da brincadeira do abecedário.

Cicatriz parecida com a da brincadeira do abecedário.

Outro tema abordado entre os alunos foi a brincadeira do “Abecedário”. Neste jogo os alunos são desafiados a dizerem uma palavra com cada uma das letras do abecedário. Enquanto a tarefa é realizada um outro colega raspa as costas da mão daquele que está sendo desafiado. Na maioria das vezes, quem participa da brincadeira fica com queimaduras e ferimentos na mão. As palestrantes criticaram os alunos que participam desse tipo de brincadeira. Elas afirmaram que os machucados deixados nas mãos deixam os estudantes mais vulneráveis a doenças transmissíveis pelo sangue como é o caso do HIV e da Hepatite“.

Após a palestra, a agente de saúde Taiz Záppia avaliou positivamente a visita à escola e disse que “esse tipo de atividade é importante para que as crianças repassem essas informações para seus amigos e mostrem que realmente aprenderam tudo que foi dito”, afirmou a palestrante. A agente de saúde ainda reforçou que o principal recado deixado aos adolescentes é que “nem todos sabem a importância do preservativo, mas com ele é possível ter prazer e segurança realizando a prevenção de DSTs e de uma possível gravidez indesejada”, ponderou ela.

IMATURIDADE SEXUAL

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Em pleno século XXI, o jovem apesar de estar muito bem informado sobre os riscos, prevenções e consequências de uma vida sexual ativa, se mostra ignorante quando o assunto é utilizar as informações a favor de si mesmo. O que o torna não preparado para se iniciar na vida sexual, e essa ignorância leva a consequências como gravidez indesejada e doenças.

Uma pesquisa feita em 2014 pela Unifesp com jovens a partir de 14 anos comprova que a imaturidade os levava a contrair doenças sexualmente transmissíveis, mais de um terço dos adolescentes entrevistados alegaram não usar preservativos durante o ato sexual, de acordo com a psicóloga Ilana Pinsky “os jovens pensam que o preservativo só serve para evitar a gravidez, eles ignoram completamente a existência de doenças”.

Métodos contraceptivos: camisinha, pílula, DIU e diafragma.

Métodos contraceptivos: camisinha, pílula, DIU e diafragma.

O Brasil está entre os 7 países com maior número de adolescentes grávidas no mundo, declarou o relatório do Fundo de População das Nações Unidas em 2014. Atualmente, 65% das mulheres que engravidam por ano tem menos de 20 anos de idade, e acordo com o levantamento feito pelo Hospital de São Paulo. E o que mais preocupa é que a maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras para assumir a maternidade, muitas optam por abortar. Porém quando decidem ter a criança, os rapazes raramente assumem o filho, pois não se sentem responsáveis pela gravidez.

Em 2010, um estudo realizado no serviço de Ginecologia da Infância e Adolescência mostrou que 20% de meninas com idades entre 14 e 19 anos apresentavam alguma DST. Isso ocorre porque cada vez mais os jovens evitam preservativos porque confiam em seus parceiros.

O doutor Dráuzio Varella explicou que em 2014 o principal motivo do aumento de casos de HIV no país, “o principal motivo é o comportamento sexual dos jovens. Eles acham que ninguém mais morre de Aids”.

Em 2002, a Folha Teen afirmou que quando a garota se inicia sexualmente entre 14 e 17 anos, logo engravidam e para piorar, até os 19 anos já terão dois filhos. No entanto, apenas 24,5% declararam desejar a gravidez. Segundo a mesma pesquisa 98% dos jovens conheciam a pílula e 99% conheciam a camisinha. O que reforça a afirmação que não falta informação, falta consciência.

Os adolescentes tem se tornado cada vez mais promíscuos, transam com desconhecidos, mas continuam dispensando preservativos. Após uma pesquisa feita pela Unesco em 2002 conclui-se que 46% dos jovens entrevistados já haviam transado com pessoas que acabaram de conhecer.

O que falta para o adolescente ter responsabilidade é o apoio dos pais, muitos não recebem nem orientação sobre sexualidade, muito menos incentivam os filhos a usar preservativos e não transar com desconhecidos. Isso gera uma carência de ligação entre pais e filhos em relação à orientação sexual.

Não é preciso espalhar cartazes com enunciados dizendo “usem camisinha”, é preciso ensinar o porquê de usar o preservativo. É preciso mostrar ao jovem os problemas que a imaturidade sexual causará na sua vida e deixar que ele decida o que é melhor para si.


Artigo de opinião feito pela aluna Larissa do 9ºC para a disciplina de Língua Portuguesa com a orientação da professora Anne Elen Pimenta.